Saudálito

Hoje é o Dia do beijo e nada melhor do que falar de algo que é demonstração pura de desejo, carinho, paixão e amor.

No entanto, meu foco é mau hálito. E uma pergunta que é feita com frequência a mim é : Pode-se pegar mau hálito com beijo?

Existem estudos a respeito que relacionam a possibilidade de contágio sim, já que são bactérias que eliminam odores. Porém o meio bucal tem que ser ideal para isso. Ou seja, não basta ter as bactérias somente, mas elas devem ter um ambiente bucal e de saúde geral favorável a isso. Em outras palavras, higiene bucal ruim, dieta muito desiquilibrada são prato cheio para as bactérias que exalam os odores desagradáveis terem sucesso.

Então, se seu parceiro está com mau hálito e  você sabe que corre o risco de também tê-lo, avise-o do problema e ajude a tratar-se. Na grande maioria das vezes, ele não sabe que tem.

Beijar sempre é bom, mas cuidar da higiene e da saúde nunca é demais!😉

Mas se hoje você quer beijar e não tem alguém para isso, pode pegar umas dicas com quem é especialista na arte do xaveco. É o querido jornalista Fabiano Rampazzo, autor do livro Manual do Xavequeiro. Garanto que um beijo você vai dar!🙂

Abri um adendo no Saudálito, já que o mesmo só fala de assuntos relacionados à halitose, para abordar este assunto importantíssimo para nós dentistas, que é o cobrar ou não consulta.

Desde a época do meu último ano de faculdade, quando descobri que a moda opressiva era não cobrar consulta, fiquei imensamente indignada. A palavra “orçamento” que logo conheci, ecoava com um insulto à minha caminhada árdua pra ser uma dentista.

E mesmo relutando, alguns lugares que trabalhei no início de profissão tinham este esquema, o que descia goela abaixo à seco. E eu nunca me conformei com isso.

Mais difícil, entretanto, foi entender que isso partiu des colegas de profissão que, para encherem seus consultórios e clínicas, iniciaram a prática e hoje quem cobra consulta parece um E.T. na multidão.

Hoje meu paciente principal em odontologia é o de halitose e eu cobro consulta sim. É neste momento que avalio o paciente, faço os exames iniciais, converso com ele sobre tudo que sente e o trouxe até mim e identifico a necessidade de fazer ou não, o respectivo tratamento de halitose.

A cobrança é legítima, pois não há profissional capacitado em sua área que não tenha gastado horrores para hoje ser bom no que faz ou no mínimo ter um diferencial entre tantos.

Não há médico que receba o paciente em sua sala para fazer consulta e avaliação, que antes não tenha efetuado o pagamento de sua consulta. E é assim deve ser também conosco, dentistas!

Por isso, nós, dentistas, temos de valorizar o momento mais importante que temos com o paciente, que é o momento da consulta. É onde se dá o início de um tratamento coerente, correto e bem planejado. Não cobrar por isso, é no mínimo sucatear seu diagnóstico, deixando o paciente sem suporte odontológico personalizado e ideal para sua necessidade.

Blogs que também COBRAM consulta:

Fonte : Flickr

A dúvida quanto ao enxaguante bucal, existe, e infelizmente não se divulga muita informação diferenciada por aí.

Vemos muita propaganda de hálito refrescante, efeito bombástico do enxaguante sobre as bactérias e imagens de frescor congelante. Mas qual benefício real e importante eles trazem ao usuário, isso nem todos sabem.

Realmente existe pouca literatura acessível mesmo, por isso achei o assunto pertinente para que dúvidas possam ser esclarecidas entre pacientes e dentistas.

Os enxaguantes encontrados no mercado, ainda não são muito variados na sua composição. Hoje, além dos que são à base de álcool, existem os que contêm cloreto benzalcônico, dióxido de cloro, peróxido de carbamida, triclosan, cloreto de cetilpiridino. Mas os que são mais conhecidos e utilizados, são os que contêm álcool.

Cada tem sua funcionabilidade, porém os que contêm álcool não são bons para halitose. O motivo é que o álcool queima a mucosa oral, provocando descamação( restos de células mortas) que se acumula na língua  piorando drasticamente o odor. Não esquecendo que ele altera a microbiota oral, matando as bactérias patogênicas e não patôgenicas.É muito utilizado em pós operátorio cirúrgico, com finalidade de evitar uma infecção. E neste caso, ele atende as necessidades se usado em período adequado.

A clorexidina é muito útil em processo de inflamação gengival, já que estimula sua regeneração tecidual, também eliminando bactérias que produzem odores. No entanto, seu uso não pode ultrapassar duas semanas, por causar diminuição de paladar( disgeusia) e manchamento dos dentes. Para halitose, ele não é o ideal.

O triclosan tem ação sobre a formação de CSV ( compostos sulfurados voláteis), porém ao ser diluído em agentes orgânicos necessários a confecção do enxaguante, tem essa vantagem alterada. Ou seja, tem sua eficácia reduzida.

O peróxido de carbamida é outro componente de enxaguante que foi lançado e recentemente tirado do mercado. Seu efeito sobre os odores bucais era evidente e bastante interessante, no entanto a presença do peróxido em uso constante podia provocar uma sensibilidade dentária. Era uma boa opção para halitose.

O dióxido de cloro provoca a redução de CSV, no entanto a sua ação não tem uma duração muito grande. O que provoca uma certa frustração em quem deseja um efeito de hálito refrescante e duradouro.

O cloreto cetilpiridínio tem ação bactericida para uma ampla variedade de bactérias gram-positivas e gram-negativas, alguns fungos e vírus. Seu efeitos colaterais são menos expressivos, comparando aos da clorexidina.

O cloreto benzalcônico possui várias características que fazem dele, o componente mais adequado ao combate da halitose em um enxaguante. Ele promove a diminuição de odores desagradáveis, é mais estável ao armazenamento, não é irritante as mucosas, tem boa penetração sugerindo um bom benefício como bochecho para o mau hálito. Atualmente, é o preferido no caso de tratamento de halitose.

No entanto, todo e qualquer enxaguante só irá ter seu valor se fatores relacionados ao mau hálito estiverem ausentes. Ou seja, quem não escova os dentes corretamente, não usa fio dental, come alimentos carregados, tem baixa salivação e tantos outros fatores que causam halitose, ele será apenas um mascarador de halitose. Ou seja, botar perfume sem tomar banho, não resolve.😉

Vai chegando o carnaval e o Saudálito já está no clima! Como a festa começa entre nós animados blogueiros dentistas, escolhi uma representante a dedo.🙂

É a minha ilustríssima querida colega, amiga e blogueira Juliana Lemes que veio enfeitar lindamente este espaço odontológico, dedicado ao assunto mau hálito.

Para os que vão pular e se divertir com muita folia, aconselho moderação nas bebidas alcóolicas para que o mau hálito não surja no meio de uma xavecada.  Bebam muita água e se alimentem de coisas mais leves.

Alimentos gordurosos, além de não serem adequados numa maratona de festas, podem trazer uma bela halitose.

Na dúvida, leve sempre um chicletinho!😉

Boa festa e folia para todos.😀

Update – Carnaval de outros dentistas:

Netdentista : Fantasia de carnaval

OdontoDivas: Divas no Carnaval

VidaDeDentista: Dentista esperto usa camisinha no carnaval

MedoDeDentista: Mostre os seus dentes

Tio dentista : É carnaval!

Ortoparatodos: Fantasia de RX

odontoBLOGia: O bloco dos sujos]

Pulpite : Fantasia de Carnaval

ClubeDoForceps: Esta chegando o carnaval

SorrisoCASOall: Carnaval é na Bahia

Fonte da Imagem : Rob!


Hoje a abordagem do Saudálito é sobre a halitose em quem usa aparelhos móveis, próteses, placas, entre outros. Como a dificuldade em higienizar existe, dicas e explicações estão aqui para ajudar e evitar o mau hálito.

Entre os principais dispositivos intraorais (há vários) temos:

  • contenções móveis ortodônticas
  • aparelhos usados nos casos de ronco e apnéia
  • dispositivos intraorais usados para proteger os dentes do bruxismo
  • próteses totais e parciais

Medidas simples que evitaram o mau cheiro nesses aparelhos e os farão durar mais:

  • guardá-los no seu estojo quando não os estiver usando;
  • escová-los com uma escova de dentes durante a sua escovação normal dos dentes;
  • quando possível evitar comer com o dispositivo, pois ficará mais difícil limpá-lo;
    • alguns dispositivos exigem que o paciente se alimente com eles;
  • pode-se deixar o dispositivo imerso em: (lembrar de enxaguá-lo antes de usar)
    • água oxigenada;
    • bicarbonarto;
    • pastilhas especiais para esta finalidade encontradas em farmácias;
    • algumas soluções cloradas também podem ser utilizadas.
    • existe um dispositivo de ultra-som que pode ajudar a remover sujeiras incrustradas

Lembre-se:

  • Utilize dispositivos intraorais limpos, é importante para o seu hálito e principalmente para a sua saúde.
  • Dispositivos Intraorais não duram para sempre, siga as instruções de seu dentista quanto a manutenção dos mesmos

O assunto abordado foi gentilmente pesquisado e cedido pelo colega e agora amigo, Dr Marcelo Cesa. Ele é cirurgião-dentista, mestrando em DTM e Dor Orofacial. É autor do blog : www.malditobruxismo.com que aborda o assunto com muita propriedade e desmistifica o tão temido bruxismo. Pode encontrá-lo no twitter ou no grupo de estudos também.

Halitose é um tema que vira e volta aparece na mídia, demonstrando o quanto se sabe pouco sobre ela e quantas dúvidas existem entre as pessoas.

Há semanas atrás no Domingão do Faustão o tema foi levado à tona e discutido, para que as pessoas pudessem tirar suas dúvidas com um profissional de odontologia que trata do assunto.

Espero que mais oportunidades surjam para que a halitose possa ser alvo de prioridade por parte de quem sofre do problema e possa realmente se tratar.

Duas coisas que realmente não combinam é xaveco e mau hálito.  Para quem não sabe o que significa o termo, xavecar é abordar alguém numa paquera, numa conversa, ou seja, manter contato com a pessoa desejada. Como esse momento geralmente exige uma proximidade grande entre quem é xavecado e o xavequeiro, estar bem perfumado e com o hálito bom é, com certeza, um ótimo começo.

No entanto, cuidado com o que você usa para estar com um bom hálito. E sabe o por quê?

Se você  tiver mau hálito e realmente a ponto de precisar de tratamento, os enxaguantes, as balinhas e afins podem até piorar a situação naquele momento.
Na dúvida, use um chicletinho. Ele estimula a salivação, que geralmente é diminuída num estado de tensão ou estresse e, num momento de paquera, isso tende a ocorrer, provocando o mau hálito.
Para evitar o mau hálito na hora do xaveco dou essa dica, mas se vocês querem aprender como xavecar com quem realmente entende, leiam o Manual do Xavequeiro, livro do querido Fabiano Rampazzo e do Ismael de Araújo. Tenho certeza que além de aprender, irão curtir demais.🙂
Para que vocês tenham um gostinho das dicas de quem entende do assunto, veja o vídeo do Fabiano Rampazzo aqui. 😉

Saúde + Hálito

Saudálito é um blog sobre o tema halitose e assuntos relacionados ao mau hálito. Regularmente são publicadas informações didáticas e dicas sobre este problema bastante corriqueiro na vida de todos, visando o esclarecimento acerca dos possíveis tratamentos e prevenções deste sintoma. Para informações sobre atendimento clique em Contato.

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