Saudálito

Archive for abril 2011

Hoje é o Dia do beijo e nada melhor do que falar de algo que é demonstração pura de desejo, carinho, paixão e amor.

No entanto, meu foco é mau hálito. E uma pergunta que é feita com frequência a mim é : Pode-se pegar mau hálito com beijo?

Existem estudos a respeito que relacionam a possibilidade de contágio sim, já que são bactérias que eliminam odores. Porém o meio bucal tem que ser ideal para isso. Ou seja, não basta ter as bactérias somente, mas elas devem ter um ambiente bucal e de saúde geral favorável a isso. Em outras palavras, higiene bucal ruim, dieta muito desiquilibrada são prato cheio para as bactérias que exalam os odores desagradáveis terem sucesso.

Então, se seu parceiro está com mau hálito e  você sabe que corre o risco de também tê-lo, avise-o do problema e ajude a tratar-se. Na grande maioria das vezes, ele não sabe que tem.

Beijar sempre é bom, mas cuidar da higiene e da saúde nunca é demais! 😉

Mas se hoje você quer beijar e não tem alguém para isso, pode pegar umas dicas com quem é especialista na arte do xaveco. É o querido jornalista Fabiano Rampazzo, autor do livro Manual do Xavequeiro. Garanto que um beijo você vai dar! 🙂

Abri um adendo no Saudálito, já que o mesmo só fala de assuntos relacionados à halitose, para abordar este assunto importantíssimo para nós dentistas, que é o cobrar ou não consulta.

Desde a época do meu último ano de faculdade, quando descobri que a moda opressiva era não cobrar consulta, fiquei imensamente indignada. A palavra “orçamento” que logo conheci, ecoava com um insulto à minha caminhada árdua pra ser uma dentista.

E mesmo relutando, alguns lugares que trabalhei no início de profissão tinham este esquema, o que descia goela abaixo à seco. E eu nunca me conformei com isso.

Mais difícil, entretanto, foi entender que isso partiu des colegas de profissão que, para encherem seus consultórios e clínicas, iniciaram a prática e hoje quem cobra consulta parece um E.T. na multidão.

Hoje meu paciente principal em odontologia é o de halitose e eu cobro consulta sim. É neste momento que avalio o paciente, faço os exames iniciais, converso com ele sobre tudo que sente e o trouxe até mim e identifico a necessidade de fazer ou não, o respectivo tratamento de halitose.

A cobrança é legítima, pois não há profissional capacitado em sua área que não tenha gastado horrores para hoje ser bom no que faz ou no mínimo ter um diferencial entre tantos.

Não há médico que receba o paciente em sua sala para fazer consulta e avaliação, que antes não tenha efetuado o pagamento de sua consulta. E é assim deve ser também conosco, dentistas!

Por isso, nós, dentistas, temos de valorizar o momento mais importante que temos com o paciente, que é o momento da consulta. É onde se dá o início de um tratamento coerente, correto e bem planejado. Não cobrar por isso, é no mínimo sucatear seu diagnóstico, deixando o paciente sem suporte odontológico personalizado e ideal para sua necessidade.

Blogs que também COBRAM consulta:

Fonte : Flickr

A dúvida quanto ao enxaguante bucal, existe, e infelizmente não se divulga muita informação diferenciada por aí.

Vemos muita propaganda de hálito refrescante, efeito bombástico do enxaguante sobre as bactérias e imagens de frescor congelante. Mas qual benefício real e importante eles trazem ao usuário, isso nem todos sabem.

Realmente existe pouca literatura acessível mesmo, por isso achei o assunto pertinente para que dúvidas possam ser esclarecidas entre pacientes e dentistas.

Os enxaguantes encontrados no mercado, ainda não são muito variados na sua composição. Hoje, além dos que são à base de álcool, existem os que contêm cloreto benzalcônico, dióxido de cloro, peróxido de carbamida, triclosan, cloreto de cetilpiridino. Mas os que são mais conhecidos e utilizados, são os que contêm álcool.

Cada tem sua funcionabilidade, porém os que contêm álcool não são bons para halitose. O motivo é que o álcool queima a mucosa oral, provocando descamação( restos de células mortas) que se acumula na língua  piorando drasticamente o odor. Não esquecendo que ele altera a microbiota oral, matando as bactérias patogênicas e não patôgenicas.É muito utilizado em pós operátorio cirúrgico, com finalidade de evitar uma infecção. E neste caso, ele atende as necessidades se usado em período adequado.

A clorexidina é muito útil em processo de inflamação gengival, já que estimula sua regeneração tecidual, também eliminando bactérias que produzem odores. No entanto, seu uso não pode ultrapassar duas semanas, por causar diminuição de paladar( disgeusia) e manchamento dos dentes. Para halitose, ele não é o ideal.

O triclosan tem ação sobre a formação de CSV ( compostos sulfurados voláteis), porém ao ser diluído em agentes orgânicos necessários a confecção do enxaguante, tem essa vantagem alterada. Ou seja, tem sua eficácia reduzida.

O peróxido de carbamida é outro componente de enxaguante que foi lançado e recentemente tirado do mercado. Seu efeito sobre os odores bucais era evidente e bastante interessante, no entanto a presença do peróxido em uso constante podia provocar uma sensibilidade dentária. Era uma boa opção para halitose.

O dióxido de cloro provoca a redução de CSV, no entanto a sua ação não tem uma duração muito grande. O que provoca uma certa frustração em quem deseja um efeito de hálito refrescante e duradouro.

O cloreto cetilpiridínio tem ação bactericida para uma ampla variedade de bactérias gram-positivas e gram-negativas, alguns fungos e vírus. Seu efeitos colaterais são menos expressivos, comparando aos da clorexidina.

O cloreto benzalcônico possui várias características que fazem dele, o componente mais adequado ao combate da halitose em um enxaguante. Ele promove a diminuição de odores desagradáveis, é mais estável ao armazenamento, não é irritante as mucosas, tem boa penetração sugerindo um bom benefício como bochecho para o mau hálito. Atualmente, é o preferido no caso de tratamento de halitose.

No entanto, todo e qualquer enxaguante só irá ter seu valor se fatores relacionados ao mau hálito estiverem ausentes. Ou seja, quem não escova os dentes corretamente, não usa fio dental, come alimentos carregados, tem baixa salivação e tantos outros fatores que causam halitose, ele será apenas um mascarador de halitose. Ou seja, botar perfume sem tomar banho, não resolve. 😉


Saúde + Hálito

Saudálito é um blog sobre o tema halitose e assuntos relacionados ao mau hálito. Regularmente são publicadas informações didáticas e dicas sobre este problema bastante corriqueiro na vida de todos, visando o esclarecimento acerca dos possíveis tratamentos e prevenções deste sintoma. Para informações sobre atendimento clique em Contato.

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