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As dúvidas de quem tem cáseos são geralmente similares e muito angustiadas. A frequente solicitação de uma cura através de um medicamento ou uma solução imediata com cirurgia são constantes.

No entanto, seria interessante que ficasse claro de que o surgimento do cáseo sempre vem acompanhado de vários fatores que não possuem uma única solução e é, sobretudo, diferente para cada pessoa.

O tratamento de cáseos, assim como o de halitose, funciona de maneira similar, com alguns aspectos peculiares, mas assim como um regime alimentar, depende única e exclusivamente da disciplina do paciente ao ser corretamente diagnósticado.

Os hábitos de vida e de alimentação são os maiores causadores e precisam ser orientados e corrigidos de maneira personalizada e particular.

Da mesma forma que uma dieta alimentar não funciona igual para todos que o fazem, o tratamento de halitose, cáseo ou xerostomia funcionam de maneira equivalente.

Há necessidade sim de um atendimento e, muitas das vezes, multidisciplinar entre o dentista especialista em halitose e uma outra especialidade médica, que podem ser as mais variadas possíveis.

Então a mensagem que eu gostaria que ficasse é a seguinte: não é impossivel tratar o cáseo; há um custo sim, tanto financeiro como de mudança de hábitos de vida e, principalmente é preciso muita paciência, como na maioria dos desafios e grandes superações em nossa vida.

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Como a vida de todos é muito corrida, o caminho mais comum ultimamente é resolver os problemas para ontem. E isso acaba virando também mania constante nos consultórios medicos e odontológicos.

Costumo dizer aos pacientes e em conversa com colegas que aquilo que levamos uma vida ou alguns anos para resolver não pode ter solução imediata. Concordam?

Então, qualquer tipo de tratamento depende de diagnóstico correto associado à execução do tratamento por parte do paciente. Sem essa dupla, nada feito!

O tratamento para cáseos é complexo, mas não difícil de executar. No entanto o imediatismo das pessoas têm deixado isso ocorrer com muita dificuldade.

Por isso, por mais boa vontade que alguém tenha em passar aqui nos comentários e seus depoimentos na intenção de ajudar, é necessário um olhar cuidadoso. Cada paciente reage de um jeito e o que causa cáseo em um, não necessariamente causa no outro. Isso é fato!

Curas milagrosas aparecerão – e muitas – por aí, mas resultados verdadeiros eu estou esperando ainda.

Por isso, tratar o cáseo é tratar de sua saúde. Respeite e cuide muito bem dela. 🙂

Diante de tantas dúvidas e perguntas dos leitores, volto a falar sobre este assunto tão desafiador que são os cáseos.

A cirurgia sempre é a modalidade mais requisitada. Entretanto, ainda há casos em que os cáseos voltam a aparecer após a remoção das amígdalas.

O que a maioria das pessoas não ainda captou é que elas têm de tratar o agente causador. E o que exatamente seria?

A falta de higiene bucal é um deles, pois acumula saburra. Já outros tão importantes e quase não lembrados são a alteração no fluxo salivar e a descamação da cavidade oral.

É constante também entre os pacientes que possuem cáseos apresentar o fluxo salivar alterado. A baixa salivação (com a saliva viscosa) associada à descamação da cavidade oral e uma higiene deficiente são um prato cheio para o surgimento frequente dos cáseos.

O controle disso fará com que qualquer cirurgia amigdaliana para cáseo obtenha total sucesso.

5917_128x128Esta é a pergunta que mais me fazem ultimamente. Sobretudo porque os pacientes que possuem cáseos querem ficar livres deles a qualquer custo e é compreensível o motivo do apelo.

No entanto, esbarram num problema que é a relutância de seus médicos em não fazê-lo. Mas isso, creio eu, deve ter inúmeras justificativas que por si só explicam o fato de não quererem fazer.

E agora venho eu evidenciar uma dessas justificativas, que nada tem a ver com os argumentos que os médicos colocam para não fazer a cirurgia, mas deveria ser a primeira para todos aqueles se preocupam com o resultado pós-cirúrgico: o que causa o surgimento do cáseo? Você já procurou saber? Não? Então, procure se informar disso já, pois o desconhecimento da causa do cáseo é o que faz com que 90% das cirurgias de remoção de amígdalas fracassem, principalmente em pacientes que possuem criptas profundas.

Assim sendo, por que elas fracassam? Porque você não tratou a causa do cáseo. Provavelmente ele irá aparecer de novo, pois não é sua amígdala quem o colocou ali. Ela somente o alojou. E o fator que causou isso infelizmente não foi combatido ainda.

Antes de ir para a cirurgia, o ideal é identificar o agente causador e isso só um especialista em halitose poderá te ajudar. E só depois de devidamente orientado, controlado e/ou tratado, é que se deve optar pelo caminho da cirurgia junto ao seu otorrino.

Alguns pacientes não tiveram mais cáseos depois da cirurgia sem ter ido a um especialista em halitose? Sim, mas muitos (e não foram poucos!) têm o insucesso e não sabem a razão.

A causa não foi tratada, somente o alojamento do problema. Por isso a relutância dos médicos em removê-la. As amígdalas são um órgão protetor do organismo. Por isso, removê-lo sem ele estar causando diretamente algum mal é uma dura escolha, visto que fazer uma cirurgia é sempre um procedimento de risco ao paciente.

Portanto, meu conselho é: primeiro procure a causa (com a orientação de um especialista em halitose) e não solução.

Espero esclarecer as dúvidas dos leitores que estão sedentos por respostas das mais variadas possíveis em relação aos cáseos.

Percebi que todos sofrem do mesmo incômodo, que há necessidade de remoção quase que semanal e as vezes diária deles, o que é terrível.

A maioria dos que relatam ainda resiste ir a um especialista no assunto (neste caso ao Otorrino e ao dentista especialista em Halitose) e com a expectativa de receber um tratamento rápido, simples e indolor… e virtual!

Essa maioria não está associando o cáseo a sua formação e o fato dele ficar armazenado nas amígdalas ou nas criptas. Enfim, desejam que o tratamento seja igual e padrão para todos.

Então, vamos ao esclarecimento!

O cáseo realmente é desagradável e só sabe realmente quem passa por isso. Mas para saber a causa de sua formação somente um especialista em Halitose poderá, através de alguns exames, avaliar o que está acontecendo, pois alterações salivares podem estar provocando esta facilidade de acúmulo de restos alimentares na cavidade bucal sempre associada a uma higiene negligenciada em algum momento do dia. Exemplo: saiu para trabalhar e não tem oportunidade de escovar os dentes em períodos frequentes que favoreçam acúmulos de saburra na língua.

O cáseo não se forma de uma dia para o outro, isso é raro. Então, este é um ponto chave: saber o que pode estar formando a massa do cáseo. E isso só o especialista em Halitose faz esta investigação.

Outro ponto a ser avaliado é a condição anatômica das amígdalas e das criptas(região da garganta que possui cavidades próximo as amigdalas)já esta avaliaçã deve ser feita pelo Otorrino. Isto é:  algumas pessoas possuem as amígdalas de um formato e outras de outro; isto significa que a minha pode encher de cáseo e a sua nunca encher e vice-versa. É como ter diabetes, pressão alta, enxaqueca umas pessoas têm e outras não. Mas há sim tratamento e para cada pessoa esse tratamento é diferente, ou seja, um paciente diabético não toma a mesma medicação que o outro, assim também para um paciente hipertenso, para um enxaquecoso, porque somos organismos com funcionamentos similares , mas com respostas DIFERENTES .

Então amigos, o que eu queria que ficasse claro é:

  • Não existe remédio para os cáseos pela indicação virtual!
  • Melhor que a indicação de um amigo é a indicação de um profissional, e é justamente aqui que estamos para esclarecer as dúvidas: direcionando aos melhores caminhos científicos, sem que determinemos a receita de bolo para ninguém.
  • Medicina e Odontologia não são ciências exatas e no dia que alguém disser a você que um remédio somado a outro o resultado será sempre igual, pode desconfiar.

Este  vídeo abaixo, enviado pelo leitor Danilo através do post O cáseo dos cáseos no Saudálito, ilustra bem como ficam as amígdalas de quem possui esse problema de saúde:

É claro que este é um caso que não abrange a todas as pessoas que possuem o problema, já que o volume que esta paciente tem é enorme. Há caso em que só ficam dois a três grãos de cáseos, o que não signifca, porém, menos incômodo.

O método que ela usou para remoção deve ter sido desenvolvido pela mesma, já que o acúmulo nas amígdalas dela é muito grande. Entretanto, no consúltório dentário e no dos otorrinos é feito de maneira similar quando isso ocorre.

Tenho percebido pelos comentários  no blog o desespero e a necessidade de quem os tem em ficar bom de qualquer jeito. Mas como já havia falado anteriormente, não há tratamento único e cada cáseo é um caso.

Prosseguindo a série, aí vai mais uma dúvida dos leitores do Saudálito, relacionada ao tema dos cáseos:

Pergunta
Eu tenho cáseos, e isso me incomoda muito; fui ao otorrino e ele me disse que não existe remédio para isso, que eu tenho que gargarejar a cada vez que me alimentar, ou tirar as amígdalas. A primeira opção é difícil, pois na maioria das vezes não tenho condições de ficar gargarejando e também não quero tirar minhas amígdalas. O que você me sugere?

Resposta
Depedendo do caso, as alternativas normalmente mais indicadas são a cirúrgica e a higienização. O cáseo é formado pelo acúmulo de restos alimentares e a higienização é fundamental: não tem como deixar isso de lado. Beber pouco líquido é ruim. O ideal é ingerir no mínimo 2 litros de água por dia. Entretanto, qualquer dica a distância não é suficiente: para haver resultado é necessário um tratamento feito pessoalmente para lhe garantir sucesso.
Veja mais informações e orientações sobre o tema da pergunta no post Cada cáseo é um cáseo.


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