Saudálito

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Fonte da imagem: Flickr (citroenverde)

É  muito comum haver pacientes com medo de dentista. Alguns até têm traumas justificados, já que há uns 40 anos atrás a tecnologia não tão avançada, aliada a profissionais não tão preocupados com o temor alheio, faziam suas vítimas.

Hoje, salvo algumas exceções, os profissionais se preocupam muito com seus pacientes, enxergando-os além de uma boca a ser tratada ou orientada. Na minha especialidade, o tratamento da halitose, o medo de ter mau hálito também faz suas vítimas.

Um dos medos que o paciente enfrenta está associado à vergonha em procurar o especialista. Por isso, deixo a ele sempre bem claro: estou no consultório para isso, para identificar e tratar. E esse medo faz com que muitos não procurem ajuda para se livrarem da halitose.

Pacientes que em algum momento tiveram episódios de halitose e com predisposição a um distúrbio psicológico, muitas das vezes passageiro, podem surtar achando que estão sempre com halitose. E na grande maioria, tendo se tratado, de fato não estão. Esse medo, chamamos de halitose psicológica. E infelizmente, vai além de um caso de mau hálito a se tratar.

E não tenham medo de mim, por favor! Eu não mordo ninguém. Mas pego no pé, para que fique bom da halitose. Ahm isso eu faço! 🙂

P.S.: Este post está concorrendo no 1o Concurso ‘Blog Medo de Dentista’, em http://www.medodedentista.com.br, blog que traz muito conteúdo importante a todos que têm algum medo realcionado a nós, dentistas. Parabéns pelo seu primeiro aniversário e concurso. Que venham mais dias e concursos! 🙂


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É esta a conclusão que tenho diante da minha experiência não só profissional, mas também de vida.  E por quê?

halito_250Porque antes eu achava que sim, ele existia, mas ao saber que o mau hálito tinha tratamento e havia correr atrás de aprender a tratá-lo, descobri que aquele que o tem não sabe, aquele que sabe convive com a vergonha e quem não convive com a vergonha sofre de descaso. Então percebi o seguinte: tratar-se de algo tão desagradável – como o mau hálito – não é desagradável  para todos. Ou melhor, não incomoda a todos.

A maioria das pessoas que possui mau hálito toma banho todos os dias, usa roupas de marca, os melhores perfumes, o corte de cabelo da moda e o celular mais caro. Mas a boca pode estar caindo aos pedaços e o hálito… O que é isso mesmo? Ah, esse realmente não existe.

Eu achei que era doidice minha e que só eu tinha um olfato muito apurado e vivia sentindo odores desagradáveis, já que sofro de enxaqueca, a qual me permite, de certa forma, identificar cheiros a quilômetros de distância. Mas depois passei a me dar o luxo de não me sentir doida e sim determinar um novo fato. Mau hálito não existe!

E assim todos seremos mais felizes, pois este termo será menos um a ser colocado no dicionário e falado nos consultórios dentários.

P.S.: Mas se alguém pensar da maneira antiga, como eu pensava, procure o tratamento. TEM CURA!

Fonte da imagem: Flickr (Looking Glass)

caseo_amigdalianoComo acabar com os cáseos? Esta é uma pergunta frequente de quem sofre deste incômodo tão desagradável. Diante de tanta dúvida e sede de conhecimento de alguns, passo agora a falar sobre alguns tipos de tratamento para o problema.

Os tratamentos propostos são a higiene criteriosa da boca e língua, o uso de soluções para gargarejar, o uso do laser com dióxido de carbono tratamento de possivel corrimento nasal posterior, aumentar  fluxo salivar , avaliar alimentação e a  remoção parcial e total da amigdala.

Depois de observar os relatos de alguns pacientes meus e de pessoas que me enviaram através do Saudálito suas opiniões a respeito do calvário diário que é conviver com o tal cáseo, e cheguei à seguinte conclusão:

Nao existe tratamento que seja 100% bom para todos os pacientes, pois tudo dependerá de sua real necessidade em exterminar o problema associado ao seu nível de tolerância em continuar a tentar um convívio com o problema. E por que isso?

Algumas pessoas sequer toleram a idéia de ir a um centro cirúrgico para remover as amígdalas e, por isso, acabam partindo para todos os tratamentos que lhe tragam uma solução temporária. Já outros não suportam a idéia de ficar utilizando soluções paliativas e querem resolver de maneira definitiva e única.

Portanto, para quem  quer se livrar definitivamente dos cáseos, a conduta  (respaldada, é claro, à indicação médica de um especialista otorrino) poderá ser, realmente, a remoção total das amígdalas. Embora haja casos que a cirurgia não resolveu em definitivo, com algumas recorrências do cáseos.

Já para quem consegue conviver com os cáseos, vale continuar a experiência e pesquisa com métodos alternativos para melhorar a qualidade de vida de quem os tem.

Fonte da imagem: Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Muitas pessoas me perguntam como é o tratamento de mau hálito. A curiosidade e falta de informação são características de uma área tão nova e pouco levada a sério pela maioria das pessoas.

Por isso, resolvi dar uma breve esclarecida sobre como se faz um tratamento, o que se avalia, quanto tempo dura e o  que se faz na consulta , entre outros detalhes.

Tudo é iniciado com uma consulta longa e detalhada do histórico médico, odontológico, hábitos de vida, de alimentação, de higiene (bucal e com seu corpo), psicológico e emocional do paciente. Após esta longa conversa, partimos para a parte prática, que seria: medida de fluxo salivar, teste bacteriológico, pH da boca e, finalmente, a medida do hálito.

A partir daí, traça-se o perfil do paciente e diagnostica-se seu ou seus problemas a serem corrigidos, para iniciar seu tratamento.O período médio de acompanhamento no tratamento é de dois meses, fracionado por períodos de 15 em 15 dias até completar os 60 dias de tratamento.

Todo o tratamento é monitorado passo a passo junto ao paciente, dando oportunidade de fazê-lo corretamente e sem enrolações, pois tem o mesmo princípio de uma dieta alimentar (se não o segue não emagrece; no nosso caso, senão o faz não fica bom).

Portanto, o que posso resumir aqui é que o segredo do tratamento será correto diagnóstico por parte do profissional e persistência e desejo de ficar bom pelo paciente.

Como foi comentado no post anterior, o desconforto causado pela baixa salivação (xerostomia) devido ao tratamento quimioterápico e radioterápico é enorme, mas tem solução. Para alguns casos, sobretudo os mais graves, se torna necessário o uso da saliva artificial.

A estimulação da saliva nem sempre irá trazer o conforto desejado pelo paciente. Por isso, uma saída é o uso da saliva artificial para lubrificação da cavidade bucal, melhorando a sensação de secura, a deglutição e a fala – isso sem mencionar o poder de ajuda na limpeza da cavidade oral.

A saliva artificial nada mais é do que um lubrificante oral, cuja finalidade é garantir de que o funcionamento da cavidade oral continue estável . Ela pode ser adquirida em farmácias de manipulação, farmácias convencionais ou solicitada em sites específicos na internet.

Sua consistência é a de um gel transparente sem cor e também sem sabor, normalmente à base de água e glicerina. Para quem não gosta da sensação do gel na boca, já existe a saliva artificial em spray que é nova no mercado e tem tido uma grande aceitação por quem já fez uso das de gel.

Fonte da imagem: Xerostom (exemplo de produto no mercado estrangeiro)

quimioterapia
Aparelho de quimioterapia. Fonte da imagem: Flickr (Jan Charles Linus Ekenstam)

Um dos sintomas desagradáveis do tratamento quimioterápico e radioterápico é a xerostomia (baixo fluxo salivar). Poucas pessoas que fazem ou fizeram estes tipos de tratamento sabem que a sensação de secura bucal, dificuldade de engolir e de falar é consequência do tratamento. Com isso, poucas pessoas procuraram o alívio ou solução para este grande desconforto.

O fluxo salivar normal está em torno de 2,5 a 3,5 ml/min, sendo que o valor encontrado em quem está sob efeito destes tratamentos pode alcançar o valor de 0,2 ml/min.

Além das sensações desagradáveis já citadas, a cárie pode ser a mais destruidora, já que sem saliva suficiente para que ocorra a lubrificação e limpeza oral, as suas bactérias ficam livres para exercer sem limites seus estragos nos dentes.

No tratamento para estimular o fluxo salivar podem ser usados estimulantes mecânicos, gustatórios ou medicamentosos.

O especialista em halitose também está habilitado a tratar deste desagradável incômodo que pode ser, dependendo da intensidade da xerostomia, resolvida com um grande grau de conforto ao paciente.

medicamentosfonte da imagem: (Flickr: bitzi)

Infelizmente os medicamentos também podem nos causar halitose. Embora sirvam para a realização de tratamentos e curas de várias doenças, eles também podem ter ser efeitos adversos.

Alguns tipos de medicamentos já são identificáveis facilmente quando usamos. Outros dão um certo trabalhinho até passarmos a desconfiar deles.

Os mais comuns causadores de mau hálito são os antibióticos, as sulfas e as vitaminas do complexo B, independente de como seja a via de aplicação (oral, subcutânea, intramuscular ou endovenosa).

Existem também diversos tipos de medicamentos que podem causar odores específicos, como uma droga utilizada no tratamento de dores musculares, o dimetilsulfóxido, que, no momento de sua transformação no organismo, exala um odor parecido com a essência do alho. Por conta disso, muitas vezes é motivo de reclamação por aqueles que o utilizam. Já outros podem disseminar um cheiro de eucalipto, como no caso dos medicamentos utilizados para inalação em gripes e crises respiratórias.

Na realidade, existem diversos exemplos destas variantes de hálito pós-uso de medicação, tanto por causa de seus componentes como por até mesmo causarem também a xerostomia (diminuição de fluxo salivar).

Por isso, se a suspeita de mau hálito estiver presente em sua vida, analise se está fazendo uso de alguma medicação no momento e consulte seu médico. Nunca fique na dúvida!


Saúde + Hálito

Saudálito é um blog sobre o tema halitose e assuntos relacionados ao mau hálito. Regularmente são publicadas informações didáticas e dicas sobre este problema bastante corriqueiro na vida de todos, visando o esclarecimento acerca dos possíveis tratamentos e prevenções deste sintoma. Para informações sobre atendimento clique em Contato.

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